domingo, 11 de janeiro de 2009

Amor é tudo, menos isso!


No ano passado, a mídia deu grande destaque ao casamento e desenlace trágico da união entre a atriz Suzana Vieira e o ex-PM Marcelo Silva.

Na ocasião, o romance foi comparado a um conto de fadas, onde uma celebridade se casava com um “príncipe” de olhos verdes. Ambos se diziam apaixonados, mas a grande diferença de idade entre eles seria apenas mais um elemento no rumo dos acontecimentos trágicos da vida do casal.

Todos tiveram conhecimento do final dessa história: Traição, Drogas, acusações, e finalmente a morte por overdose de Marcelo Silva num quarto de Motel, com uma de suas amantes.

Passado tudo isso, a atriz Suzana Vieira vem novamente a público; desta vez em entrevista à revista “Veja” para contar a sua versão dos fatos.

Diz ela: “Marcelo me filmou tomando banho e pretendia cobrar R$ 500 mil para não tornar o vídeo público. Ele se escondeu atrás da porta do banheiro para me filmar tomando banho de touca na cabeça. Fazia close das minhas partes íntimas. Ia me chantagear para me dar a gravação”.

Segue seu depoimento afirmando que Marcelo lhe roubou jóias, perfumes, microondas e superfaturou os gastos da obra na casa da atriz. Mesmo assim confessa seu amor e reconhece o amor do ex-companheiro.

No final da entrevista a atriz revela:

“Deus me livre de trauma, filhinha. Quero esquecer que conheci Marcelo Silva. A partir do momento em que, infelizmente, morreu, estou livre”.

Como escrevi no post anterior: Marcas de um Amor, há hoje em dia, uma tendência de distorção e confusão do significado do que seja Amor.
Uma grade parcela dessa responsabilidade recai sobre os meios de comunicação. Pessoas que têm a responsabilidade de informar e formar opinião.

Casos como o descrito acima, não pode, nem deve ser confundido com Amor, pois sequer aranha o seu verdadeiro significado. Nem nos dicionários está descrito desta forma:

“Amor – sm – 1. Sentimento que pressupõe alguém desejar o bem de outrem. 2. Sentimento de dedicação absoluta de um ser ao outro...”
(Dicionário da língua portuguesa. Aurélio Buarque de Holanda).

Quem Ama não se compraz da morte do outro, nem sente qualquer tipo de alívio nisso: (“A partir do momento em que, infelizmente, morreu, estou livre”).

Triste ver que, em alguns casos, até mesmo nos dicionários pode haver mais verdade de sentimentos do que nos corações das pessoas...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Marcas de um Amor


Neste primeiro dia do ano de 2009, gostaria de escrever sobre o tema que mais gosto: Amor.




Recentemente, li um artigo da psicanalista Regina Navarro Lins, cronista do jornal “O Dia”, autora do “Best Seller” “A Cama na Varanda”; no qual ela defendia basicamente dois argumentos: que era possível amar duas pessoas ao mesmo tempo, da mesma forma e com a mesma intensidade. Considerava também plenamente normal uma relação sexual entre amigos (homem e mulher}, apenas pelo prazer.

Toda essa argumentação fez-me lembrar um caso real acontecido no Sul do Brasil com um jovem casal, que relato a seguir:

... Era uma adolescente de dezessete anos de idade; cheias de sonhos e planos para o futuro. Naquele momento, seu maior objetivo era concluir os estudos, que lhe assegurasse uma vida profissional estável.

... Foi no pátio da escolha que o viu pela primeira vez, e ali mesmo teve a certeza de que seria pra sempre.
Apenas se olharam insistentemente sem dizer nenhuma palavra, até que se perderam de vista.
Nos dias seguintes procuravam um pelo outro entre as centenas de alunos; até finalmente se encontrarem novamente e conseguirem coragem pra conversar.

Em pouco tempo estavam namorando, e foi algo tão forte que desejavam o conhecimento dos seus pais.
A princípio foram contra por conta da pouca idade de ambos. Imaginaram que seria apenas mais um namoro, e que tudo não passaria de alguns meses, com acontece normalmente com os adolescentes nesta idade. Mas não foi assim que aconteceu!

A vista de todos, na escola, como em casa, o sentimento de um pelo outro parecia cada dia maior. Era impossível ver um, sem que o outro estivesse presente. Dividiam todos os minutos dos seus dias.

Seis meses de namoro e chegaram à conclusão de que não dava mais pra viver sem o outro. Decidiram pedir permissão dos pais para o noivado e casamento; a ser marcado o mais rápido possível.

Claro que os pais dos adolescentes foram contra a princípio. Entendiam que eram muito jovens ainda, e que deveriam terminar os estudos, dar início à vida profissional pra depois então pensarem no casamento.

Fizeram o possível pra persuadir os dois a desistirem da idéia, mas nada adiantou. Estavam firmemente decididos a não viverem mais separados.

Pra não verem os filhos tomarem a atitude de sair de casa, apoiaram. Dariam toda ajuda que pudessem, até que conseguissem terminar os estudos e ter condições de se manterem por conta própria. Ficaram noivos, com data do casamento marcado.

Um acidente de carro aconteceu, e parecia que iria mudar tudo isso:

Ele sobreviveu, mas teve o rosto completamente e irremediavelmente desfigurado pelas chamas. O diagnóstico médico foi o pior possível: Não havia cirurgia plástica que fosse capaz de lhe refazer os traços do rosto. Teria que usar uma máscara para o resto de sua vida.

Foi um duro golpe numa adolescente de apenas dezessete anos. O maior de sua vida.
Quando se viram pela primeira vez depois do acidente, foram difíceis as palavras. Por entre a máscara que ele usava, só era possível reconher os olhos. Eram os mesmos de sempre. Naqueles olhos estava o Amor de sua vida.
Aos poucos, ele tentou convencê-la de que seria melhor terminar o noivado. Não queria que ela ficasse presa a ele por nenhum outro sentimento que não fosse Amor.

Mais uma vez aquele Amor surpreendeu a todos, e se mantiveram juntos com o firme propósito de se casarem, tão logo fosse possível.

Poucos meses depois, ele ainda com a máscara sobre o rosto, se casaram. Um ano depois tiveram gêmeos; um menino e uma menina. Estão juntos até hoje, com planos de encherem a casa e suas vidas de filhos.

Aquelas chamas haviam lhe desfigurado o rosto, mas sequer arranhou o Amor que ambos sentiam...

Depois desse relato, me fiz a seguinte pergunta: Essa jovem amaria um outro rapaz ao mesmo tempo, da mesma forma e com a mesma intensidade?

O que ela sente pelo agora marido pode ser confundido com “amor” desses por um dia?

Vejo com tristeza as jovens que transam com os rapazes depois de um baile, sem sequer lhes perguntar o nome.
A liberalização desenfreiada do sexo traz como conseqüência imediata à banalização, e a perda da referência do significado do que seja Amor. A rotatividade é tão grande que não há chances, nem tempo pra nenhum sentimento mais profundo.

Muitos acreditam, que a completa liberalização do sexo seja uma tendência irreversível e universal. Prefiro acreditar que não! Prefiro imaginar que a senhora do artigo do jornal “O Dia”, jamais viveu, ou desconhece o verdadeiro significado do que seja Amor.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Feliz Ano Novo!


Fim de ano e momento pra balanço. Pra pensar e repensar as coisas que fizemos, pelas quais lutamos; os erros e êxitos alcançados.

Algumas vezes nos apegamos demais a certas idéias, de tal forma que, mesmo que o resultado pareça difícil de ser alcançado, insistimos, apesar de tudo.

Persistência é sem dúvida uma virtude. Contudo, quando as probabilidades de êxito estão quase todas contra nós; o melhor mesmo é repensar as nossas metas e atitudes, e talvez mudar os rumos de nossas vidas. Canalizar nossas energias para outros caminhos. Afinal, ninguém deseja ficar dando “soco em ponta de faça” o tempo todo.

Dizem que se a gente continua sempre fazendo as mesmas coisas, provavelmente os resultados obtidos serão os mesmos.

Nunca é tarde pra acertar e enfrentar novos desafios. Que venha então um Ano Novo melhor pra todos nós!

sábado, 20 de dezembro de 2008

Papai Noel existe?


Tenho lido opiniões as mais diversas sobre a fábula de Papai Noel. Perguntei a algumas pessoas, de idades diferentes, crenças e formação pessoal o seguinte:

A crença em Papai Noel é saudável, negativa, ou não tem qualquer relevância na mente e psicologia das crianças?

Muitas destas pessoas disseram que Papai Noel como todo o Natal não passam de puro comércio.
Há quem alegue motivos religiosos para não participar dessas comemorações, com o argumento de que se trata de uma festa pagã. Há aqueles também que fazem do Natal pura troca de presentes e bebedeira, sem nenhum outro tipo de motivação.

Outros vêm na ocasião uma boa oportunidade de reunir toda a família em volta da mesa, mesmo que apenas por um dia.

Entre todas as respostas que obtive, destaquei uma de uma senhora já vovó que dizia:

“Querido Carlos!
Esta é uma pergunta que eu não sei responder! Posso dar minha opinião:

Várias histórias contadas às crianças pequenas constituem ensinamentos sobre a vida que elas irão enfrentar. É importante desenvolver a imaginação dos pequeninos pois ocorre uma mobilização do sistema pensante.
A "fantasia" tem papel importante neste conhecimento do mundo real. Por isto as crianças gostam tanto de brincar, imaginando que um objeto é um avião, que uma bonequinha é uma filhinha, etc.

Do ponto de vista cristão (meu, em particular), creio que não se deve atrelar a crença em Papai Noel ao nascimento de Jesus. Para as crianças cristãs, é lógico, a história deve ser contada de maneira verdadeira, sem usar fantasias. E, o Papai Noel, mais como uma brincadeira, uma fantasia que deve ser desvendada logo que a criança atingir certa idade. Mas... cá no fundo mesmo... não dá pra engolir o Papai Noel! Mas que pergunta jóia, meu querido Carlos! Um grande abraço!”

Um dia eu também acreditei em Papai Noel e não me arrependo disso. Mesmo nos Natais que não ganhei presentes, ou não foi possível comprar o que eu desejava, o resultado final sempre foi alegria no convívio com a família.

Respeitando todas as opiniões e crenças religiosas; o sentido de “acreditar” em Papai Noel vai bem além do significado literal da palavra. Se emprestarmos a ela o significado de se permitir sonhar, somar esperanças, aguçar e desenvolver nossa imaginação, como diz a vovó acima, então não importa que seja apenas por um dia.
Cada minuto é valioso e tempo precioso para ser Sempre Criança e jamais deixar de ser feliz.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Sonho de Uma Noite de Natal


Era dia de natal e em meio a tantas outras casas, uma se destacava por sua pobreza e simplicidade. Todo movimento das ruas havia cessado, pois se aproximava a meia-noite do natal...

Na mais humilde das casas havia uma criança muito triste. Nada naquele lugar parecia lembrar uma verdadeira noite de natal.
Desde pequenino sonhara em ter seu próprio pônei. Natais seguidos se passaram sem que visse seu sonho realizado. Sua imensa tristeza contagiava pai e mãe, e o espírito do natal jamais existiu naquele Lar.

Deitou-se cedo naquela noite, afim de não ter a mesma decepção dos natais anteriores, e mergulhou em sono profundo.

Aquela seria uma longa noite e os acontecimentos que se seguiram mudariam todo o curso dessa nossa narração...

Um anjo do Senhor lhe apareceu em sonho para saber o motivo de tanta tristeza. Contou-lhe toda sua história, e então, o anjo disse-lhe que depois dele viriam outros três anjos que o levaria em uma longa viajem, e que aguardasse por eles naquela mesma noite.

Assim, veio o primeiro anjo; tomou a criança em seus braços e a levou para rumo desconhecido.
O menino disse-lhe que se tivesse muito dinheiro, compraria seu lindo pônei e teria de volta toda sua alegria.
O anjo o levou a uma casa cheia de riquezas e espiaram pela janela. Havia uma enorme mesa posta na sala e ao seu redor, apenas mãe e filhos. O chefe da casa parecia ser pessoa muito ocupada e lá não estava para partilhar o espírito do natal. Mesmo numa mesa farta não havia alegria! Disse então ao anjo, que desejaria ter muito dinheiro e tempo para dividir com a sua família.

Veio o segundo anjo e o levou a uma casa não menos rica. Espiaram pela janela. No meio da sala havia uma enorme mesa repleta de comidas e bebidas; ao redor da mesa, apenas pai e filhos. A dona da casa repousava em leito adoecida de morte. Apesar de tantas riquezas e todo tempo do mundo, não havia também naquele Lar a alegria e o espírito do natal.

O terceiro anjo lhe fez imaginar que espiava pela janela de uma outra casa, e lá ele não viu nenhuma riqueza, nem mesa farta.
Unidos ao redor da mesa, pai, mãe e filho. Abraçavam-se, riam, festejavam a valer, e disse então o menino: "Meu sonho é ter uma família como esta”. Respondeu o anjo do Senhor: ”Olhe mais atentamente, pois aquele homem é seu pai, aquela é sua mãe, o menino entre eles é você, e esta é sua própria casa. Ao acordar deste sonho, apenas permita que ele se torne realidade”.

Os sinos batiam meia-noite e o menino acordou em alvoroço, causando espanto a seus pais. Disse: "Vamos nos unir ao redor da mesa, agradecer a Deus por tanto que nos deu e festejar a vinda do Senhor”.
Tamanha alegria causou espanto a toda vizinhança, pois não entendiam porque em casa tão humilde havia motivo para tantos festejos. Já nem lembrava mais do tão sonhado pônei quando se ouviu um ruído à porta da casa.
Ao abri-la, imaginou ainda estar sonhando; estava lá seu lindo pônei!
Talvez deixado por alguma pessoa caridosa,... Pensaram seus pais.

O menino sabia que não e em pensamento agradeceu aos anjos do Senhor, e o espírito do natal esteve com eles sempre presente.

Este menino jamais contou seu sonho a alguém. Só lhes conto esta história porque um dia eu fui esse menino...

(Eu, Carlos Lucchesi, desejo aos amigos um feliz natal e ano novo com saúde, Amor, alegrias, mesa farta e sonhos realizados. Hoje, meus sonhos são diferentes, mas continuo os tendo. Sempre com a mesma esperança e simplicidade daquele menino que jamais deixei de ser...).

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

"Dias de Chuva"



"Quando um sonho vai se perdendo,
Ou talvez seja adiado;
Depois de ter lutado,
Sofrido,
Gemido!
Depois de tê-lo amado;
Ter por tempos desejado.
Ter visto os primeiros passos
De um projeto de vida
Ver esvaindo na lida.
As lágrimas que caem nesse traço...
Marcam o tempo, o espaço,
De uma espera,
De uma vida!"

(Poema de rara sensibilidade da amiga e escritora Sylvia Senny, foto acima). http://www.sylviasenny.blogspot.com/

sábado, 6 de dezembro de 2008

Críticos dos Críticos


Outro dia, uma amiga escritora falava do seu desânimo por conta das críticas feitas a um texto seu. O Crítico em questão, não era ninguém menos do que um ilustre membro da academia de letras de Araçatuba, SP.

Na semana seguinte tudo tinha mudado, pois recebera elogios de outro literário, não menos ilustre, da mesma região.

Sem dúvida, existe a possibilidade do erro de avaliação ter partido do segundo critico. Contudo, eu diria que, na pior das hipóteses, um texto que leva alguém de credibilidade a cometer engano dessa ordem, tem um enorme mérito.

É fato que aprendemos a cada dia. E é isso que nos motiva, nos faz querer ir sempre adiante para saber sempre mais. Assim, aprender é um caminho sem chegada. Um conhecimento que não ocupa lugar, não tem limites, e gera erros e acertos.

As criticas que sofremos devem nos servir de suporte para avaliar; talvez repensar, redirecionar, contudo, jamais desanimar. Até mesmo os críticos podem errar nas suas avaliações; seja lá quem for.

Antes dos críticos e depois deles; precisamos ser críticos de nós mesmos, e saber ter senso crítico daqueles que nos criticam. “Peneirar” das criticas o consenso, o considerável e desconsiderar o questionável.

Não precisamos concordar com tudo que ouvimos e lemos por ai, como se fossem verdades absolutas; mesmo que o autor seja um nome conhecido e reconhecido.

Observe o parágrafo abaixo:

“Seja qual for à experiência que venha a você, deixe-a acontecer e depois siga em frente, descartando-se dela. Vá limpando sua mente o tempo todo; vá morrendo para o passado, de forma a permanecer no presente, no aqui-agora, como se tivesse acabado de nascer, como se fosse um bebê...”
(Osho Dang Dang Doko Dang)

Compare com o parágrafo seguinte:

“Tudo que é bom dura o tempo suficiente pra se tornar inesquecível”.
(Autor desconhecido)

A experiência nos mostra que é de boa prática ser um bom ouvinte, mas que também é sábio ser um ouvinte crítico dos outros e de nós mesmos.