sábado, 18 de abril de 2009

Na Dificuldade, Sobrevivem os Fortes.

Esta semana recebi um vídeo do amigo e professor Clovis Campelo da Fundação Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro. Trata das pessoas, que apesar das dificuldades, encontram forças pra continuar lutando pela vida.

Ao abri o jornal “Extra” de hoje, li um texto do escritor Paulo Coelho, sobre o mesmo assunto, e achei que deveria postar os dois aqui:

“Sobre a morte”
Paulo Coelho

“Em meados de 1970, quando estava prestes a completar seu doutorado em física, o cientista Stephen Hawking, já então portador de uma doença que ia paralisando seus movimentos, escutou um médico dizer que tinha apenas dois anos de vida.

“Não vou ficar desesperado com isso. Vou aproveitar o tempo que me resta para tentar entender o Universo, porque não vou mais precisar pensar em coisas como aposentadoria e contas a pagar”, resolveu.

Como a doença progredia rapidamente, foi obrigado a criar fórmulas simples para explicar, o que antes, tudo aquilo que passava pela sua cabeça.

Dois anos e meio se passaram, dez anos se passaram, 30 anos passaram. Stephen Hawking driblou a doença, continuou vivo e foi responsável por uma nova visão da física moderna.

No decorrer dos anos, descobriu que a doença, em vez de levá-lo à invalidez, forçou-o a descobrir uma nova maneira de raciocínio”.

Acredito que o vídeo do amigo Clóvis Campelo e o texto do escritor Paulo Coelho acima se completam.
Para algumas pessoas, pensar na morte parece ser a solução. Para outras, um motivo pra continuar lutando pela vida.

video

sábado, 11 de abril de 2009

Um Gato Bilíngue


... Excepcional figura, “Toninho faz tudo”; era assim que todo mundo o costumava definir.
Não havia nada que não soubesse fazer. Como costumam dizer por ai; era “pau pra toda obra”.

A vizinhança sentia-se segura com “Toninho” por perto. A torneira enguiçou, o chuveiro queimou, um jeitinho no carro que não pega? Nada parecia ser problema sem solução para o nosso amigo de “mil e uma utilidades”.

Até ai tudo bem, só não esperava presenciar os acontecimentos daquele dia no centro da cidade:

Edifício Avenida Central no coração do Rio de Janeiro. Enquanto procurava uma peça para o meu computador, li um anúncio bem grande na porta de uma das lojas:

“Hoje, palestra sobre técnicas de marketing. Participe!”

Como tinha toda a manhã livre, decidi entrar e aprender um pouco mais.

Meu espanto foi grande, quando ninguém menos que o meu velho conhecido “faz tudo” entrou para palestrar. Todo “engravatado” e roupa alinhada. Nada parecido com o mesmo “Toninho”, que eu tinha visto outro dia engraxado, debaixo de um carro. Falou com tanta clareza e autoridade no assunto, que ao final todos aplaudiram de pé.

Não podia deixar de ir cumprimentá-lo e saber dele a explicação para aquele episódio surpreendente. E ele então me contou a seguinte estória:

- “Certa ocasião, um gato perseguia um rato. Vendo seu fim próximo, o rato tratou de se enfiar no primeiro buraco que encontrou, até que o gato desistisse e pudesse sair.

O gato continuava do lado de fora com seus miados, aguardando a sua presa. Minutos depois, em lugar dos miados, latidos, e o rato então achou que algum cachorro havia afugentado o gato. Considerou então que já podia sair em segurança.

Bastou colocar a cabeça pra fora do buraco e o gato o pegou. Vendo o desespero do rato o gato explicou: - “Quem mais de uma língua já sabia, não fica sem o prato do dia!”.

Assim era “Toninho faz tudo”: um cidadão de “muitas línguas”.