sábado, 6 de dezembro de 2008

Críticos dos Críticos


Outro dia, uma amiga escritora falava do seu desânimo por conta das críticas feitas a um texto seu. O Crítico em questão, não era ninguém menos do que um ilustre membro da academia de letras de Araçatuba, SP.

Na semana seguinte tudo tinha mudado, pois recebera elogios de outro literário, não menos ilustre, da mesma região.

Sem dúvida, existe a possibilidade do erro de avaliação ter partido do segundo critico. Contudo, eu diria que, na pior das hipóteses, um texto que leva alguém de credibilidade a cometer engano dessa ordem, tem um enorme mérito.

É fato que aprendemos a cada dia. E é isso que nos motiva, nos faz querer ir sempre adiante para saber sempre mais. Assim, aprender é um caminho sem chegada. Um conhecimento que não ocupa lugar, não tem limites, e gera erros e acertos.

As criticas que sofremos devem nos servir de suporte para avaliar; talvez repensar, redirecionar, contudo, jamais desanimar. Até mesmo os críticos podem errar nas suas avaliações; seja lá quem for.

Antes dos críticos e depois deles; precisamos ser críticos de nós mesmos, e saber ter senso crítico daqueles que nos criticam. “Peneirar” das criticas o consenso, o considerável e desconsiderar o questionável.

Não precisamos concordar com tudo que ouvimos e lemos por ai, como se fossem verdades absolutas; mesmo que o autor seja um nome conhecido e reconhecido.

Observe o parágrafo abaixo:

“Seja qual for à experiência que venha a você, deixe-a acontecer e depois siga em frente, descartando-se dela. Vá limpando sua mente o tempo todo; vá morrendo para o passado, de forma a permanecer no presente, no aqui-agora, como se tivesse acabado de nascer, como se fosse um bebê...”
(Osho Dang Dang Doko Dang)

Compare com o parágrafo seguinte:

“Tudo que é bom dura o tempo suficiente pra se tornar inesquecível”.
(Autor desconhecido)

A experiência nos mostra que é de boa prática ser um bom ouvinte, mas que também é sábio ser um ouvinte crítico dos outros e de nós mesmos.

2 comentários:

Jonice disse...

É verdade. Sem filtros, as coisas que ouvimos poderiam ser controladoras do que fazemos. Não é assim que é.
Adorei a frase do que é bom durar o suficiente para se tornar inesquecível.
>
Jo

sylvia disse...

é uma experiencia e tanto... e quem viveu-a , concorda plenamente!
rsrs


Seu senso é Maravilhoso!