quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Amor em tubo de ensaio


Algumas vezes, nos finais de semana, eu, meus amigos Ítalo, Vitor e Ivan, nos reunimos pra falar de assuntos variados.
Talvez devêssemos estar discutindo futebol, ou bebendo cerveja no bar da esquina; como todo mundo normalmente faz por ai. Mas a impressão que tenho é que somos todos "Ets". E que um dia destes, um disco voador vai voltar pra nos resgatar.

Tomara que tenha lugar pra nós quatro!

Brincadeiras à parte; todos os três são pessoas extremamente inteligentes, bem informadas, e sempre aprendemos um com o outro.

Coisa de duas semanas passadas fizemos um destes encontros, ao qual Ítalo costuma chamar de "mesa redonda" (se bem que a mesa na qual nos reunimos é quadrada...), bom, isso não vem ao caso.

Invariavelmente, descambamos para Ciências, Teologia, Filosofia, ou Teoria da Evolução (ainda continuo achando que é mais fácil falar de futebol)
Bem, como a tendência dos irmãos Vitor e Ítalo é sempre pela busca da prova científica e da lógica; coloquei o seguinte pensamento para reflexão:

- Se eu não a amasse, a detestaria.

Ítalo e Vitor não viram muita lógica na frase. Entenderam como contraditória.

Têm razão! É contraditória porque contraditório e ilógico é o Amor.
É possível que se ame alguém e se sinta repulsa pelo seu comportamento e atitudes.
O ódio parte não elimina o Todo, mas o Todo (Amor), pode desconsiderar a parte.

Chegamos mesmo a procurar o significado do vocábulo num dicionário; que o descrevia como "reação química". Descrição merecida pra quem precisa recorrer ao dicionário pra saber o que é Amor!

Podemos até reproduzir num tubo de ensaio os elementos químicos, que agem e reagem no momento de um alto estado emocional. Contudo, o resultado não vai ser o sentimento em questão como entendo. E entendo como algo além da pura matéria; num nível consciente/inconsciente. Sabemos que existe, mas não sabemos muito bem como explicar.

A reação química não é a causa. É consequência. Não gera o sentimento. Este produz a reação química porque a precede.

É bom que não se entenda o Amor como "paixonete", "ficar", "dar um rolé", "uma saidinha", ou uns beijinhos.
Isso nem arranha seu verdadeiro significado.

Só entende mesmo quem já o viveu, pois está além do que seja possível reproduzir num tubo de ensaio, ou que palavras possam expressar.

2 comentários:

pedagoga por opção e especialista em EI disse...

Parabéns pelo blog,muito linnndo!!!

Sylvia Senny disse...

é a expressão do que penso, escrita por outra mente!!

Plenamente de acordo.Parabéns.